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sexta-feira, 21 de maio de 2010

sexta-feira, 30 de abril de 2010

A última.




Foram quase 14 anos completos com tiras diárias. Dia após dia, desde o longínquo ano de 1996, quando Lucas estreou no Jornal A Tarde, que vivi as emoções de descobrir em primeira mão e publicar para vcs as aventuras e reflexões desse menino que eu amo tanto e seus amigos. Mas hoje, acabou.

Pelo menos, acabou-se a publicação das tiras no Caderno 2. Suas histórias continuam, eu não parei nem vou parar tão cedo de produzí-las. E tem MUITA novidade boa chegando, acreditem! Novidades como o nosso super-álbum colorido, com mais de 400 tiras, lançado na Bienal de Sampa pela Editora Manole, como a aventura do Lucas com a Turma da Mônica no livrão MSP+50, novidades no teatro (já já, divulgo!!!) e muito mais!

Continuem acompanhando o blog, vou postar tiras inéditas aqui, até que nosso NOVO SITE fique pronto e tenha certeza, Lucas está mais forte do que nunca! Caladinho, feito ele só, este menino não vai ficar mudo jamais!

Luis
PS- Querendo, entrem em contato com o JORNAL e informem-se melhor sobre o assunto!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Depois desta só mais uma...




Amanhã, eu explico. Mas se alguém quiser saber já do que se trata essa contagem regressiva, entrem em contato com o Jornal A Tarde...

sexta-feira, 23 de abril de 2010

O menino assassinado.

clique na arte para vê-la ampliada

Sérgio dos Santos Sena, ou Ijácio (como era conhecido por todos, já que o nome "Sérgio" só apareceu quando ele foi registrado, aos 18 anos) era um rapaz do bem. Nos seus 24 anos de idade fez besteiras e cometeu erros como todo mundo faz, mais ou menos. Mas fez muitos amigos entre todos que lhe conheciam.

Ijácio (me recuso a chamar de Sérgio, nome pelo qual ninguém, nem mesmo sua mãe, lhe chamava) não conseguiu ser alfabetizado embora ainda cursasse um supletivo noturno. Filho de uma família pobre, mas trabalhadora, cresceu sem jamais ser realmente diagnosticado pelo provável retardamento mental que aparentava ter e lhe dava a atitude, a mentalidade e a transparência de um menino de 7, talvez 8, anos de idade. E era como um menino assim, que era querido e tratado por todos. Até a quarta-feira passada (dia 21 de abril, dia de Tiradentes - aquele que morreu pela nossa liberdade que um dia, mesmo tardia, há de chegar). Nesta quarta-feira, mataram este menino.

Ijácio foi assassinado pela bandidagem que existe e resiste dentro da própria Polícia Militar. Depois de um dia de trabalho - ele lavou os carros aqui de casa, levou nosso cachorro para a clínica veterinária e fez a faxina da casa de uma vizinha- ele resolveu cortar cabelo numa barbearia do bairro em Salvador onde ele morava, vizinho dos meus pais. Na saída do salão, ainda cheio do cabelo cortado sobre os ombros e levando para a mãe viúva 200 reais que ele havia recebido pelos trabalhos do dia, ele foi abordado por essa viatura da polícia. Os policiais, que mais cedo haviam participado de uma troca de tiros com bandidos na região, o confundiram como um desses outros. Ijácio foi empurrado para dentro da viatura, sob os olhares dos transeuntes. Levou socos e pontapés e não foi mais visto vivo.

Eunice Mendes, professora de escola pública, que teve um aluno assassinado também pela polícia, na mesma semana disse, maravilhosa e tristemente, para os jornais: "Quando matam uma pessoa do bem, os jovens que estão na criminalidade pensam: Ele era bom e morreu do mesmo jeito."

O corpo de Ijácio foi encontrado no Instituto Médico Legal, dois tiros (um na cabeça, outro no coração). Seu rosto desfigurado das pancadas, seu dinheiro desaparecido, junto com o celular e seus documentos. Aqueles que se vestem como policiais e o levaram, ainda alegaram que Ijácio portava arma e drogas e havia trocado tiros com eles. Ijácio nem fumava, nem bebia...

Mesmo assim, assassinaram este menino, um dos tantos que eu vi crescer.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

São João, eu sei tá cedo.


Só pra vcs perceberem como o tempo é uma coisa estranha pra quem trabalha com quadrinhos e ilustrações. Por conta dos prazos para impressão, eu acabo tendo q produzir (viver) 2 meses adiantado, um monte de ilustrações e histórias. Uma dessas é esta imagem aqui, que fiz pra conta de energia elétrica (na Bahia, pela Coelba) de junho.


quarta-feira, 14 de abril de 2010

O filho que veio das estrelas


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Com esta imagem do Jonathan Kent segurando o último filho de Krypton pela primeira vez, homenageei o meu tico-tico (como o chama meu pai). Ben é assim mesmo, um superboy que veio do céu. E já está aprendendo a voar:)

Imprimi um adesivão para a parede do quartinho dele, bem ao lado do berço e sobre um border que eu tb ilustrei contando um pouco da viagem do Superman desde seu planeta natal, lá no meio das estrelas, até a nossa Terra. Ó uma fotinha dele aqui embaixo...


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terça-feira, 6 de abril de 2010

Lucas e o Pequeno Príncipe











Cliquem em cada tira para ampliá-las!

Esta série de tirinhas foi publicada nos jornais em 2004. Uma homenagem carinhosa ao pequeno lorde do Asteróide B-612 e sua busca por entender como os adultos podem esquecer tanta coisa que as crianças sempre souberam de cor. Merci, Exupéry!


segunda-feira, 5 de abril de 2010

Lucas e a Turma da Mônica

Com muito orgulho, fui convidado a participar deste que é, hoje, um dos maiores eventos das Histórias em Quadrinhos no Brasil, o livro MSP+50 que reunirá o trabalho de 50 artistas nacionais mostrando como seria a Turma da Mônica em seus traços e estilos.
Na foto, Mônica, Lucas e Cebolinha passeando no Campo Grande, em Salvador (a viagem foi por minha conta;))

Claro que o Lucas e a galerinha do Fala Menino! não podiam ficar de fora desta mais que justa homenagem ao Maurício de Sousa, nem perderiam a oportunidade de abraçar as criações deste homem que fez das nossas infâncias algo sem fim. Pô, quem é que não vira guri ao ler um gibi dessa baixinha dentuça?

O lançamento será em agosto, na Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Eu estarei lá, o Lucas também!


segunda-feira, 15 de março de 2010

Zehon e o Pequeno Príncipe



Esta arte eu fiz para a clínica de oncologia CEHON, para quem eu crio e desenvolvo as aventuras do polvo espacial Zehon, especialista em todo tipo de tratamento contra o câncer em gibis trimestrais. Não é Turma do Lucas, mas espero q vcs curtam a brincadeira com o Pequeno Príncipe do Saint-Exupéry.

Carinho!


sexta-feira, 12 de março de 2010

AIDS e o desafio do humor.


A página acima foi produzida para uma empresa amiga que, por algum motivo, resolveu não publicá-la. O briefing era simples: Uma página de quadrinhos que, com humor, alerte sobre Aids. Simples mas extremamente delicado. Como fazer rir sobre um tema tão doloroso e complexo? Como falar de Aids sem discutir preconceitos, por exemplo? E eu só podia usar uma página.

Depois de todo o trabalho, eles me disseram q desistiram de utilizá-lo e me encomendaram outra mais levezinha... Bem, o trabalho tava pronto e aqui está pra vcs conferirem. Cliquem na imagem, que ela aumenta!

Carinho!

PS- Os personagens são recorrentes das histórias q produzo para esta empresa, mas nem preciso apresentá-los aqui.


Adeus, Glauco, Geraldão, Dona Marta...



Morreu, assassinado junto com o filho Raoni, o cartunista paranaense Glauco. Criador do Geraldão, eterno punheteiro edipiano que nos fez rir de nós mesmos por tanto tempo e nos ensinou um bocado sobre ficar pelado na frente dos outros.

Glauco tinha 53 anos e vai viver para sempre.